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Corpo

Porque é que a respiração
é o caminho mais curto?

Quando não consegues convencer a mente, toca no corpo. Quando o corpo acalma, a mente vem atrás.

Já reparaste que dizeres a ti próprio «acalma-te» num momento de ansiedade não resulta? Há uma razão: nesse instante, a mente que tenta convencer-se é essa mesma mente. Uma ordem que sai do mesmo ruído não cala o ruído.

Mas o corpo tem outra porta.

Não consegues abrandar os batimentos do coração pela vontade. Não geres a tua digestão, as tuas hormonas, as tuas defesas. Mas consegues gerir a tua respiração.

A respiração é a única função do sistema nervoso autónomo que é ao mesmo tempo automática e aberta à vontade. Continua a funcionar enquanto dormes e, ainda assim, podes assumir o comando quando quiseres. Isso faz dela uma espécie de botão de comando: o único fio que liga o lado consciente ao lado inconsciente.

O que acontece quando expiras?

Há uma regra simples: ao inspirar o sistema acelera, ao expirar abranda. Na inspiração o teu coração bate um pouco mais depressa; na expiração, mais devagar. Por isso, manteres a expiração mais longa do que a inspiração (inspirar em 4, expirar em 8) é a forma mais direta de dizeres ao corpo que «o perigo já passou».

Isto explica também porque é que, em pânico, começamos a respirar depressa e à superfície sem darmos por isso. O corpo prepara-se para correr. O problema é que na vida moderna não há nenhum leão de quem fugir; há apenas um e-mail, uma conversa, uma incerteza. O corpo toca o mesmo alarme, mas o alarme não tem nada à frente. E é nessa falha que ficamos presos.

Quando alongas a respiração, o que estás a fazer é desligar esse alarme à mão.

As tradições antigas já sabiam isto

Em sânscrito, a palavra para respiração, prana, significa também «força vital». Pranayama quer dizer «expansão» ou «condução» do sopro e, no ioga, vem antes da meditação; porque de uma respiração agitada não se espera uma mente serena.

Na tradição sufi a respiração é um zikr silencioso repetido a cada instante: cada inspiração é uma lembrança, cada expiração é uma entrega. E no Zen a primeira instrução para te sentares é sempre a mesma: «Limita-te a contar as respirações.» Nada para compreender, nada para resolver, nada para alcançar. Apenas contar.

Todas apontam para o mesmo sítio: a respiração é a porta mais curta para o momento presente. Porque não podes respirar no passado nem no futuro.

E como é que o Sakin faz isto?

No Sakin a respiração não é um padrão único. Porque aquilo de que precisas não é igual todos os dias.

Se estás tenso, o 4-7-8 (Soltar) puxa o sistema para baixo depressa. Se precisas de te concentrar, a respiração quadrada recolhe a mente. Se o sono não chega, Adormecer alonga a expiração. Se andas disperso, Volta ao centro equilibra-te com um ritmo igual. Se estás cansado, Renova-te devolve-te energia. Ao todo são nove modos, e cada um responde a um estado diferente.

No ecrã vês apenas um círculo que se abre e se fecha. Não tens de contar nem de medir o tempo, basta seguires o círculo. Há também um guia de voz: inspira, segura, expira, descansa. Podes fechar os olhos.

Um minuto chega. Chega mesmo. Porque a questão não é corrigir a respiração; é abrires um pequeno intervalo onde possas dizer ao corpo «estou aqui».

Tens um minuto agora?

Três respirações profundas, só isso. O resto abranda sozinho.

Experimenta o Sakin